ENESSO EM VERSOS 2ª EDIÇÃO

No 39º Encontro Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESS Triângulo, a convidada Ana Julia Dias nos lembrava: “Cultura popular é dar voz ao povo que muitas vezes é silenciado. É Instrumento da classe para a classe”.

A gestão 2018/2019 da Coordenação Nacional da ENESSO, tem a alegria de chamar as estudantes e os estudantes à enviar poemas e poesias de sua autoria ou outra para compor a nova edição da ENESSO em Versos.

Tendo em vista a concepção de cultura para enfrentamento às opressões da classe trabalhadora, convidamos as estudantes à destacar o protagonismo negro e indígena nos poemas.

As poesias/poemas/versos devem ser encaminhadas até 30 de junho para o e-mail: enessooficial@gmail.com, com o assunto “ENESSO EM VERSOS 2ª EDIÇÃO”

MOSTRA TUA ARTE!

XLI ENESS “Gralha-Azul: as rosas da resistência nascem do asfalto”

CARTA CONVOCATÓRIA

É com imensa satisfação e alegria que a coordenação nacional da ENESSO junto as discentes ABEPSS, Coordenação Regional, Comissão organizadora local e os centro acadêmicos de serviço social de Curitiba vem por meio desta convocar todas e todos as/os estudantes de Serviço Social para somar e resistir no XLI ENESS “Gralha-Azul: as rosas da resistência nascem do asfalto”, que será realizado na cidade de Curitiba/Paraná do dia 15 ao 19 de julho, se materializando na escola que vai sediar – colégio Estadual Paulo Leminski – Rua Cel. Augusto de Almeida Garret, 135 – Tarumã.

O ENESS, conforme exposto no estatuto da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social-ENESSO, “é a instância máxima de deliberação do Movimento Estudantil de Serviço Social e tem por objetivo reunir anualmente as/os estudantes de todo o país” (2013, art.6, p.9).

Ao longo do encontro serão discutidos a revisão estatutária e temas relacionados à conjuntura, formação profissional, movimento estudantil, universidade e educação, cultura, combate às opressões e outros temas relevantes ao Serviço Social, previamente definidos no Conselho Nacional de Entidades Estudantis de Serviço Social (CONESS).

A ENESSO enquanto estrutura política e organizativa das/os estudantes de Serviço Social no Brasil, ao longo da sua história e acúmulo político, tem em seu Estatuto os reflexos dos amadurecimentos organizativos da mesma.

A conjuntura política, social e cultural exige necessárias reorganizações dessa Executiva que, preocupada e atenta à realidade, traz necessárias modificações para seu Estatuto que é base solida e legítima para sua organicidade. Desse modo, atualmente, de três em três anos ocorre o que chamamos de ENESS Estatutário com a finalidade de revisão do Estatuto da ENESSO. A última revisão estatutária aconteceu em 2013 na Universidade Federal do Mato Grosso – Cuiabá. No ENESS Candango em 2016 não houve a revisão do Estatuto, logo estamos 05 anos sem revisá-lo.

O XLI ENESS “Gralha- azul: as rosas da resistência nascem do asfalto” deve ser um espaço político-pedagógico para se pensar a estrutura política e organizativa da ENESSO.
Diante a conjuntura política e social posta podemos refletir sobre inúmeros elementos para avançarmos ainda mais num projeto da ENESSO anticapitalista, antirracista, antipatriarcal, articulando junto aos movimentos sociais em um projeto social alinhado com a luta da classe trabalhadora.

Como símbolo de resistência e de luta o XLI ENESS terá como tema: “Gralha-azul: as rosas da resistência nascem do asfalto” sendo a Gralha-azul um pássaro paranaense, que
enterra o pinhão no solo nascendo assim uma araucária (árvore) com diversos outros pinhões, sendo seu ciclo de vida. Ela não pode viver em cativeiros e necessita viver em grupo, realizamos a analogia que somos gralhas-azuis também, não podemos viver presos e sentimos ânsia de viver em coletivo.

“As rosas da resistência nascem no asfalto” traz consigo o peso das palavras de Marielle Franco, mulher negra lésbica, que batalhou durante sua vida por um mundo com ideais emancipatórios. Por mais que o solo não esteja fértil, rosas nascem dele. Não há nada que nos impeça de ser resistência. Marielle presente!

O encontro é de extrema importância na formação política e profissional de todas/os estudantes, tendo em vista o acumulo teórico e político que o MESS construiu historicamente ao longo dos anos, a formação da nossa categoria se realiza para além dos muros universitários, é na rua e na luta junto a classe trabalhadora que a resistência se materializa, bem como nos espaços de construção da ENESSO.

Neste sentido, sugerimos que se articulem com seus centros e/ou diretórios acadêmicos, com as Coordenações Regionais e com Representantes Discentes Regionais, Nacionais da ABEPSS pois nossa construção é coletiva e só juntas/os não arredamos na busca de uma nova ordem social.

Pois como já dizia Paulo Freire ninguém liberta ninguém. As pessoas se libertam em
comunhão.

Conforme deliberação do CONESS o XLI ENESS “Gralha-azul: as rosas da resistência nascem do asfalto” ocorrera em dias de semana para que a viagem das/os estudantes possa ser feita nos finais de semana, assim ocupando menos dias úteis.

Aguardamos todas e todos companheiros no encontro,
Hasta la victoria siempre!

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NÃO AO CORTE NA EDUCAÇÃO

corte.jpgA Coordenação Nacional da ENESSO/Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social, gestão 2018/2019 “Se resistir faz parte da estrada: é tudo ou nada!” e as discentes nacionais em ABEPSS/Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social da gestão do biênio 2019/2020 “Resistir e avançar, na ousadia de lutar!”, vem por meio desta, se manifestar contra os ataques do atual desgoverno à educação pública superior no Brasil.

Os ataques à classe trabalhadora tem se dado de forma mais visível e horrível no atual governo, Bolsonaro e seus “aliados” não tem medo de tirar o que é nosso para fortalecer o seus interesses, quando atacam a educação pública com o corte de 30% das verbas de todas as universidades públicas e institutos federais do Brasil, só demonstram o descaso e a negligência do governo com a educação e a pesquisa dos e das estudantes e professores/as brasileiros e brasileiras.

Não é de hoje que o Estado vem fortalecendo a mercantilização e o sucateamento do ensino superior, e esses cortes só irão consolidar cada vez mais esse objetivo e dificulta ainda mais o acesso e permanência da classe trabalhadora, da população negra e pobre em um ensino superior.

O Movimento Estudantil de Serviço Social, defende e luta por uma universidade pública, gratuita, laica e de qualidade, e pelo tripé universitário (ensino, pesquisa e extensão) que tenha uma produção científica que seja a favor do povo, não do capital. Cada luta por essa universidade é muito importante para o nosso objetivo, por isso, devemos mais do que nunca resistir enquanto Executiva e estudantes de Serviço Social que defende com unhas e dentes os direitos da classe trabalhadora, contra esse projeto de educação totalmente conservador e impopular, se posicionar e construir a luta contra esses ataques é afirmar de que lado estamos.

Sendo assim, a ENESSO, convida todas e todos estudantes para participar da LUTA EM DEFESA DA EDUCAÇÃO pública e de qualidade, na Greve Geral da Educação, no dia 15 de Maio!

Estudantes em luta, rumo a Greve Geral!

ENESSO É PRA LUTAR!

Nota de Apoio a estudante Tainan

Nota de Apoio a estudante Tainan

A Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO da Região Sete vem por meio desta se solidarizar e manifestar total apoio à estudante Tainan Conrado do Curso de Serviço Social da Universidade Federal de São Paulo, Campus Baixada Santista diante do fato ocorrido junto ao corpo docente do referido curso, externamos ainda a nossa total indignação e repúdio no que se refere ao ‘equívoco’ no encaminhamento direcionado pelo mesmo diante a situação com a abertura de um processo administrativo contra a jovem estudante.

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Entenda o caso:
Ocorre que, conforme relata via e-mail a estudante Tainam Conrado, ao longo dos anos e no decorrer dos semestres docentes do Curso de Serviço Social tem externado seu ‘descontentamento’ frente a alguns casos envolvendo docentes do curso, e que ficou mais perceptível quando a estudante Tainan Conrado decidira dar maior visibilidade para a situação, e, de acordo com seu relato, assumindo seus excessos, descreve que passou a encaminhar vários e-mails para o corpo docente, inclusive no e-mail pessoal destes, o que “incomodou” os/as 

docentes do curso, resultando então na abertura de um processo administrativo contra a jovem estudante com a perspectiva de resolver a situação. No entanto, ressalta-se que, trata-se de uma mulher negra, jovem estudante, militante que 

ao longo do seu cotidiano vivência na própria pele as facetas do Racismo, seja este institucional ou não, e que lamentavelmente e infelizmente não é diferente no âmbito acadêmico, pois para nossa profunda tristeza, sem romantizações, está também inserido dentro de um curso que tem o caráter e a direção social (ético-politica) ao qual o Serviço Social Brasileiro tanto defende e afirma ao longo da história.

Poderemos ainda relatos de alguns colegas de curso que tem acompanhado de perto o caso, e referem que, não a partir do acorrido, mas um processo que vem anteriormente, relatam que 

a jovem Tainan passa por um processo de adoecimento, o que ora é afirmado por ela mesma, compreende-se como resquícios desse cruel sistema ao qual estamos inseridos/as. Assim, partimos do pressuposto que a questão do racismo está imbricada nesta sociedade genuinamente racista, porém, consideramos inadmissível a atitude do corpo docente frente ao caso, que ao apresentar soluções em uma perspectiva punitiva (mesmo entendo que não por algumas partes), um tanto quanto contraditória, que 

se distancia totalmente das defesas que historicamente essa categoria profissional tem feito e faz, visto que, temos uma compreensão que o Serviço Social Brasileiro tem demonstrado uma luta contra todas as formas de opressões dentro da sociedade capitalista, visando uma emancipação política e lutando por uma Emancipação humana genérica.

Portanto, explicitamos que repudiamos toda e qualquer ação que caminhe na direção da contramão do que está pressuposto no Código de Ética desta categoria profissional elucidando que é inerente a nós, enquanto estudantes que compõe o espaço do Movimento Estudantil de Serviço Social nos posicionarmos em e na defesa dos nossos pares. 

Frisamos que, enquanto ENESSO temos acompanhado de perto todo esse processo e sabemos que as negociações estão em andamento, na certeza de que haverá uma solução plausível que compactue com nossas defesas, cientes que “o/a inimigo/a” que precisa e deve ser combatido não são aqueles/as que compartilham do mesmo projeto de sociedade que nós.

Sigamos bravamente, trabalhadoras/es estudantes que em um determinado momento da vida decidiram ocupar esse lugar que a muito nos foi negado, cientes que muitos são os desafios, somos sabedores que nossos corpos incomodam e continuarão a incomodar, pois não recuaremos, não retrocederemos e não aceitaremos qualquer atitude que queira cercear-nos. Lutemos para termos cada vez mais vez, voz e lugar.

 

Desse modo, conclamamos a somarem conosco nessa luta todas/os que historicamente constroem essa categoria profissional, aos militantes, os/as profissionais Assistentes Sociais, os/as discentes e docentes, tanto da graduação quanto da pós-graduação, aos supervisores de campo e acadêmico e a cada um/uma que compactua com o mesmo projeto societário que nós, que possamos nos rever para que assim seja possível a materialização do que está transcrito nos princípios do nosso Código de Ética.

 

2º Seminário Nacional de Serviço Social e Direitos Humanos

Inscrições abertas para o 2º Seminário Nacional de Serviço Social e Direitos Humanos!

O evento ocorrerá nos dias 8 e 9 de agosto de 2019, em Salvador (BA).

As vagas são limitadas, sendo 900 para assistentes sociais e 100 vagas para estudantes de Serviço Social.

O Seminário é uma realização do CFESS e do CRESS-BA e terá como tema central a questão racial.

Participe! Inscrições GRATUITAS.

📝 Link para se inscrever: http://bit.ly/CfssSemDH

ENESSO presente na reunião presencial da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde

Neste final de semana (27 e 28 de Abril) as diversas entidades e fóruns estaduais que compõem a Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde se encontraram em Brasília, na 1ª reunião presencial de 2019.

Realizamos análise de conjuntura, após repasses dos e das presentes sobre a movimentação em cada localidade, o que foi feito junto a um balanço das atividades da Frente no primeiro trimestre do ano.

Organizamos ainda o calendário de lutas de 2019 e iniciamos a preparação para o próximo Seminário Nacional da Frente.

Na oportunidade, também pautamos aspectos organizativos e relacionados a atuação da Frente nos campos jurídico-parlamentar, no controle democrático do Controle Social, no âmbito acadêmico-formativo, no conjunto da sociedade/meios de comunicação e, principalmente, nas RUAS, com mobilização popular!

A ENESSO esteve presente por meio da atual representação indicada, que é divida junto a uma representação da gestão da Coordenação Nacional da Executiva.

Seguimos firmes no fortalecimento das lutas em defesa das liberdades democráticas e dos direitos sociais, na perspectiva da unidade de ação rumo à superação da sociedade do capital!

ENESSO É PRA LUTAR!

O SUS É NOSSO, NINGUÉM TIRA DA GENTE, DIREITO CONQUISTADO NÃO SE COMPRA E NÃO SE VENDE!

A NOSSA LUTA É TODO DIA; SAÚDE E EDUCAÇÃO NÃO SÃO MERCADORIA!

BARRAR A CONTRARREFORMA DA PREVIDÊNCIA RUMO A GREVE GERAL!

POR UMA SAÚDE EM QUE A VIDA – E NÃO O LUCRO – ESTEJA EM PRIMEIRO LUGAR!

RELATORIA CONESS BENGUELA E MODELO DE REVISÃO DE ESTATUTO

 

CONESS-CERTO

CONESS TEREZA DE BENGUELA

A 41ª edição do Conselho Nacional de Entidades Estudantis de Serviço Social – CONESS, que tem como objetivo construir coletivamente o 40º Encontro Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESS e contribuir para a articulação política entre as entidades de base da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO.

Como símbolo de resistência e de luta o XLI CONESS, organizado pela Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT e Coordenação Nacional da ENESSO, teve como tema: Tereza de Benguela, uma líder quilombola que viveu no estado de Mato Grosso e que chefiou por cerca de 20 anos o Quilombo do Piolho, também conhecido como Quariterê,
localizado geograficamente entre o rio Guaporé (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia – e a atual cidade de Cuiabá). Durante o período em que Tereza foi líder do quilombo, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão.

Confira o vídeo abaixo para compreenderem melhor como será realizada a revisão do estatuto.

 

Os links a seguir, vocês podem baixar os documentos:

RELATORIA CONESS TEREZA DE BENGUELA

MODELO DE REVISÃO DO ESTATUTO

XXXV Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social da Região I

O XXXV Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social da Região I a ser realizado no Piauí em 2019 durante o período de 01,02,03,04 e 05 de Maio , com o tema: O SERVIÇO SOCIAL E OS MOVIMENTOS SOCIAIS NO CONTEXTO DE RESISTÊNCIA AO NEOLIBERALISMO AUTORITÁRIO.

Tem por objetivo discutir a atual conjuntura a partir do processo eleitoral de 2019 que levou a eleição do atual desgoverno. Entendemos que as propostas apresentadas no período de campanha eleitoral e as que começaram a ser implementadas nos primeiros meses de mandato atingem duramente as formas de resistência dos movimentos sociais e, ainda, traz desafios para a formação e o exercício profissional dos assistentes sociais.

Por quê Troca Troca?

O Troca Troca trata-se de uma feira tradicional de venda e troca de mercadorias, existente desde o século XX, situada às margens do Rio Parnaíba onde as negociações aconteciam sob o sombreamento de uma figueira. As negociações que, ainda hoje, acontecem podem ser consideradas como um modelo alternativo de comércio, em oposição ao processo de desenvolvimento do capitalismo.

No atual contexto que nos exige resistência, o Troca Troca vem com essa representação, que diante do projeto modernizador que aconteceu em Teresina, ele se manteve aquém às reformas e reestruturações do capital, conservando suas características das relações de venda e troca.

Acesse aqui para saber mais!!!

Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial

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O capitalismo se estrutura por meio de exploração do trabalho e a opressão racial é uma das expressões desta relação na construção sócio-histórica brasileira.

O racismo se dá principalmente por meio do fenótipo: dos traços faciais, corpóreos, pelo cabelo, pela cor da pele, pelo nariz, entre outros. Que tenta se reafirmar cotidianamente a partir de um mito da democracia racial ou o racismo à brasileira (Ribeiro, 2018) e de um discurso meritocrático.

Para Eurico (2018, p. 520) o racismo, é um fenômeno universal, que no caso do Brasil, incide majoritariamente sobre a população negra e tem como uma das formas mais eficazes de opressão a desqualificação de tudo aquilo que remete a sua herança genética, cultural, religiosa, a suas tradições e valores, quando estes colocam em jogo a supremacia branca.

Um desencadeamento do racismo é a discriminação racial. Segundo a Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial na ONU, discriminação racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e/ou exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública” Art. 1.


A mesma, pode se mostrar de forma direta e indireta (Gomes, 2005). A direta é a discriminação por cor e a indireta é vista como “sutil” e se evidencia principalmente enquanto racismo institucional (seja em seleção em escolas, em empresas ou em políticas sociais).

21-de-março-2019

Dia 21 de março, é o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, o mesmo foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A data se justifica, porque dia 21 de março de 1960, aconteceu em Joanesburgo na África do Sul, o Massacre de Shaperville. Consta-se que mais de vinte mil pessoas protestavam contra a “lei do passe” (lei que obrigava a população negra a andar com identificações, o que limitaria os locais por onde podiam andar na cidade) e as tropas militares os atacaram, o que desencadeou em muitos feridos e 69 mortos.

No Brasil esta data se torna fundamental de se refletir e dialogar, pois é perceptível o quanto aqui o racismo é latente, perverso, mata, extermina, exclui e silencia; e as suas expressões têm se agudizado cada vez mais.

No âmbito do Serviço Social, é fundamental pautar que, o combate ao racismo, ao preconceito e à discriminação étnico-racial exige, na mesma medida, o combate à sociedade de classes, à desigualdade de gênero, bem como o respeito à diversidade sexual, entre outras garantias individuais cotidianamente violadas. O debate está posto e cabe às (aos) profissionais se engajarem na luta contra todas as formas de exploração/ opressão, caminho indispensável rumo à efetivação do projeto ético-político profissional do Serviço Social, explicitado no Código de Ética de 1993, que dentre seus princípios reconhece a liberdade como valor ético central, propõe a defesa intransigente dos direitos humanos, o empenho na eliminação de todas as formas de preconceito e a não discriminação como princípios éticos fundamentais (EURICO, 2018, p. 528).

Diante disto, a ENESSO reafirma seu compromisso incansável na luta antirracista, fincando o pé na caminhada contra a discriminação racial sempre pautando seu direcionamento de acordo com os itens referente à pauta presente no Caderno de Deliberações (ENESS TRIÂNGULO, 2018), e contra qualquer tipo de violência que restrinja cidadãos à cidadania e a direitos sociais fundamentais.

REFERÊNCIAS:

EURICO, Márcia Campos. A luta contra as explorações/opressões, o debate étnico-racial e o trabalho do assistente social. In: Serviço Social & Sociedade: Questão Étnico-Racial e Serviço Social. São Paulo: Cortez Editora, n. 133, p. 515-529, set./dez. 2018.

GOMES, Nilma Lino. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. In: BRASIL. Educação Anti-racista: caminhos abertos pela Lei federal nº 10.639/03. Brasília, MEC, Secretaria de educação continuada e alfabetização e diversidade, 2005. P. 39 – 62.

ONU. Convenção Internacional Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial. Disponível em: <https://www.oas.org/dil/port/1965%20Conven%C3%A7%C3%A3o%20Internacional%20sobre%20a%20Elimina%C3%A7%C3%A3o%20de%20Todas%20as%20Formas%20de%20Discrimina%C3%A7%C3%A3o%20Racial.%20Adoptada%20e%20aberta%20%C3%A0%20assinatura%20e%20ratifica%C3%A7%C3%A3o%20por%20Resolu%C3%A7%C3%A3o%20da%20Assembleia%20Geral%202106%20(XX)%20de%2021%20de%20dezembro%20de%201965.pdf>. Acesso em: 20 mar. 2019.

RIBEIRO, Djamila. Quem tem medo do feminismo negro? – 1 ª ed. – São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

 

Texto de: Sara Ribeiro e Willy Cardoso (2019)

Campanha da Setorial LGBT da ENESSO – AME

img-20190318-wa0005-496823115.jpgAME é uma campanha da setorial ENESSO LGBT na qual convida a todas as pessoas LGBTs expressarem seu amor.

Numa sociedade heteropatriarcal se faz extremamente importante a representatividade de casais LGBTs entendendo o amor e a vivência deste como forma de (Re)existência!

Portanto, você LGBT pertencente ao Movimento Estudantil de Serviço Social, envie sua foto no instagram oficial ENESSO com sua/seu companheirx contendo NOME/CIDADE/ESCOLA/REGIÃO.

 

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