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RELATORIA DO XLI CONSELHO REGIONAL DE ENTIDADES ESTUDANTIS DE SERVIÇO SOCIAL DA REGIÃO VI – CORESS GUARAPUVU

O presente relatório é referente à 41ª edição do Conselho Regional de Entidades Estudantis de Serviço Social – CORESS, que tem como objetivo construir coletivamente o 41º Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social – ERESS da Região VI (Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná) e contribuir para a articulação política entre as entidades de base da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO.

O XLI CORESS Guarapuvu foi sediado pela Universidade Federal de Santa Catarina, e recebeu esse nome devido à árvore Guarapuvu que é símbolo de Florianópolis e remete à tarefa de enraizar a Executiva por todo o Brasil, fortalecendo as bases e florescendo a manhã desejada.

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Porque o corpo negro estendido no chão não comove?

Pensar a história do Brasil é pensar a questão étnico-racial. Ou seja, um país estruturado por relações raciais, com uma população autodeclarada preta e parda de 50,7% (Censo IBGE, 2010) e com uma história “marcada pela invasão colonial exploratória e pela escravidão racializada, que resultaram posteriormente num capitalismo tardio, periférico e estruturalmente racista” (Ortegal, 2018, p. 428).

A sociedade brasileira é construída através do racismo enquanto sistema de opressão estrutural e estruturante, que ressignifica vidas, vivências e histórias.

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Gabriel Lopes (Guaru)

A população negra e a população branca vivem realidades distintas no Brasil, no que se refere à violência. Em 2016, por exemplo, a taxa de homicídios de negros foi duas vezes e meia superior à de não negros (16,0% contra 40,2%). Em um período de uma década, entre 2006 e 2016, a taxa de homicídios de negros cresceu 23,1%, segundo dados do Atlas da Violência, 2018.

“É como se, em relação à violência letal, negros e não negros vivessem em países completamente distintos”, diz trecho do Atlas da Violência 2018.

A juventude negra deste país vem sofrendo um processo de racismo institucionalizado que mata, oprime e silencia. Pois, segundo dados da Anistia Internacional, dos 30 mil jovens vítimas de homicídios por ano, 77% são negros (Ribeiro, 2018).

E é perceptível que está ocorrendo um genocídio da juventude negra (Almeida, 2014) e nada está sendo feito. Daí é necessário refletir, […] porque o corpo negro estendido no chão não comove? […] as mortes de negros já estão tão naturalizadas que as pessoas agem como se fosse normal, o que acaba sendo mesmo num Estado racista (Ribeiro, 2018, p. 103).

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Arte: Carlos D/CRESS-RJ

A violência perpetuada contra negras e negros não se expressa apenas no alto percentual de encarceramento e óbitos em conflitos policiais, mas numa gama de outras formas, como a violência obstétrica no sistema de saúde, a taxa de desemprego, o analfabetismo, a intolerância a práticas culturais e religiosas. Isso revela as tentativas de silenciamento e de apagamento de um legado milenar, que fazem parte da base da construção do país. E mesmo após o fim do modo de produção escravista, essas “mortes simbólicas” são reproduzidas e praticadas (CFESS, 2018, p.33).

O silêncio que tenta nos aprisionar durante séculos é evidente. Mas “ainda que sejam caladas e negligenciadas, vozes se insurgem” (Ribeiro, 2018, p. 18). É relevante se atentar que é necessário “esse estilhaçar, romper, desestabilizar, falar pelos orifícios da máscara.” (Evaristo, apud, Ribeiro, 2018, p. 19) e romper as correntes do epistemicídio que silencia cotidianamente.

É fundamental que este debate que hoje germina, se fortifique cada vez mais no âmbito do Serviço Social brasileiro, tanto na categoria profissional como no processo formativo-acadêmico. E para que possamos reduzir a violência letal no país, é necessário que esses dados sejam levados em consideração e alvo de profunda reflexão. É com base em evidências como essas que políticas eficientes de prevenção da violência devem ser desenhadas e focalizadas, garantindo o efetivo direito à vida e à segurança da população negra no Brasil”, destaca o Atlas da Violência (2018).

Diante disso, a Enesso reafirma sua luta por uma sociedade antirracista, contrária a toda forma de violência contra a população negra, principalmente, o genocídio da juventude negra que se alastra e que se vivencia. E coaduna com o posicionamento do conjunto CFESS-CRESS, que as estudantes e assistentes sociais deste país necessitam fincar o pé na caminhada e estar nas trincheiras contra o racismo.

PLANO DE LUTAS 2018–2019

20190209_180805_0000-1658056116.pngO PEN conforma-se com uma reunião de planejamento em que prioriza-se a  participação das estudantes que compõe a ENESSO, juntamente com a sua Coordenação Nacional eleita no último ENESS, a última gestão da CN dado o imperativo necessário de que o trabalho não seja descontínuo, e os Coordenadores Regionais, bem como representantes discentes da ABEPSS, no entanto, isso não exclui a participação de qualquer outro militante que deseja participar desse espaço.

Confira o PLANO DE LUTAS 2018–2019

6ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE INDÍGENA: Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas: Atenção Diferenciada, Vida e Saúde nas Comunidades Indígenas

Povos indígenas se reúnem em conferência nacional em defesa da saúde e da vida

O atual momento político brasileiro é de retrocessos e perdas de direitos sociais. São muitas as iniciativas de encolhimento dos direitos coletivos, especialmente através de cortes nos investimos públicos e do enfraquecimento dos direitos dos povos indígenas e demais minorias.

É neste cenário que as populações indígenas se reúnem para preservar seus direitos e discutir atenção diferenciada, vida e saúde nas comunidades. Esse é o tema da 6ª Conferência Nacional de Saúde Indígena (CNSI), que reunirá 2 mil pessoas de diferentes povos entre os dias 27 e 31 de maio de 2019, em Brasília.

Entre os objetivos está a atualização da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi), para redefinir as diretrizes e efetivar as particularidades étnicas e culturais no modelo de atenção à saúde dos povos indígenas.Para isso, os indígenas se organizaram para a realização de 298 conferências preparatórias locais e distritais, sendo que 211 já aconteceram em todas as regiões do país. As demais conferências devem ocorrer até o dia 31 de dezembro.

POLÍTICA DE FINANÇAS DE BASE

20190203_175255_0001Conforme deliberação de finanças do PEN Carioca – 2018, o conjunto da CN, das CRs, Secretárias/os de Escolas e CAs/DAs devem: “Promover o levantamento de dados sobre a política de finanças de base (CAs/DAs) para a construção de uma cartilha que oriente as políticas de finanças”.

Para isso, utilizamos do formulário online, a ser preenchidos pelos CAs/DAs até o dia 01/03/2019 para darmos continuidade à construção da cartilha.

 

XLI Conselho Nacional de Entidades Estudantis de Serviço Social – CONESS TEREZA DE BANGUELA

ÀS ENTIDADES ESTUDANTIS DE SERVIÇO SOCIAL

A Coordenação Nacional da ENESSO, em conjunto com a Comissão Organizadora Local e com o Centro Acadêmico de Serviço Social/ CASES, convoca todas/os as Entidades Estudantis de Serviço Social para participarem do XLI Conselho Nacional de Entidades Estudantis de Serviço Social – CONESS, que acontecerá na cidade de Cuiabá/MT, na Universidade Federal de Mato Grosso, nos dias 14,15, 16 e 17 de março de 2019.

O CONESS, conforme exposto no estatuto da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social/ENESSO, “reúne anualmente representantes das entidades estudantis de Serviço Social a nível nacional para definir a pauta do ENESS ou para discutir e deliberar sobre quaisquer questões políticas e profissionais que se julgarem relevantes para o Movimento Estudantil de Serviço Social a nível nacional.” (2013, art.8, p.12).

Dito isto e considerando a atual conjuntura, fica evidente a necessidade de organização da base para participação no encontro, realizando os pré-encontros com vistas a formular propostas para fortalecerem a construção do próximo ENESS (Encontro Nacional de Estudantes de Serviço Social). Presenciamos o acirramento da luta de classes, o recrudescimento do conservadorismo e de ideais neofascistas. Estamos diante de um governo abertamente racista, machista e LGBTfóbico, que não tem medido esforços para esfacelar toda força contrária e resistente que se forja nessa disputa social, histórica, política e ideológica. A cada anúncio vemos a exploração e opressão de nossa classe. No que tange à universidade e educação, o atual presidente da república anunciou no último dia 20 de janeiro que os reitores das universidades federais passarão a ser nomeados por ele, derrubando uma histórica conquista nossa. E, ainda, no que não é noticiado pelos veículos de comunicação hegemônico estão as agressões e morte aos povos indígenas, o Total desrespeito ao vincular ao Ministério intitulado “mulher, família e direitos humanos”, tendo por chefe uma mulher investigada por crimes contra povos tradicionais.

Como símbolo de resistência e de luta o XLI CONESS terá como tema: Teresa de Benguela, sendo esta, uma líder quilombola que viveu no estado de Mato Grosso e que chefiou por cerca de 20 anos o Quilombo do Piolho, também conhecido como Quariterêre. Geograficamente entre o rio Guaporé (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia – e a atual cidade de Cuiabá). Durante o período em que Teresa foi líder do quilombo, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão. Posteriormente, sendo destruído pelo comando de Luís Pinto de Sousa Coutinho.

Aguardamos a maior participação possível dos CA’s e DA’s para este espaço tão importantíssimo para nossa formação política e profissional. Neste sentido, sugerimos que se articulem com seus centros e/ou diretórios acadêmicos, e na ausência destes, com as Coordenações Regionais e com Representantes Discentes Regionais e/ou Nacionais da
ABEPSS. O que não vale é deixar de participar!

ENESSO é pra lutar!
(Há)braços de Luta!

Quando resistir faz parte da estrada, é TUDO ou NADA!
gestão 2018/2019
CASES – UFMT Gestão Tereza de Benguela
Cuiabá-MT, 25 de janeiro de 2019.

Prazo para envio de trabalhos para o 16º CBAS

Está aberto o prazo para envio de trabalhos para o 16º CBAS (Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais), que ocorrerá em Brasília (DF) entre os dias 13 e 17 de novembro de 2019. 

O envio do material poderá ser feito até 3 de junho de 2019. 

Os textos aprovados serão publicados nos anais do Congresso e todas as apresentações serão somente via pôster!

Confira as regras no site do CBAS: https://bit.ly/2SJfwk8

 

7º Encontro Internacional de Política Social e 14º Encontro Nacional de Política Social “Contrarreformas ou Revolução: respostas ao capitalismo em crise”

O 7º Encontro Internacional de Política Social e o 14º Encontro Nacional de Política Social será realizado entre os dias 03 e 06 de junho de 2019, na Universidade Federal do Espírito Santo (Vitória/ES). O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Política Social (PPGPS), vinculado ao Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

O tema central desta edição é “CONTRARREFORMAS OU REVOLUÇÃO: RESPOSTAS AO CAPITALISMO EM CRISE”. 

 

Desde a década de 1970, temos sofrido os rebatimentos de sucessivas crises do capitalismo, as quais têm ganhado dramaticidade e amplitude, como se evidenciou na esteira da chamada “crise do subprime”, que eclodiu em 2007/2008. Os desdobramentos dessa crise na última década têm conduzido os governos a implementarem políticas econômicas de cunho neoliberal caracterizadas como de “austeridade”. No Brasil, em particular, após a profunda crise iniciada em 2015, a tímida retomada em 2017 não conduziu à um crescimento mais sustentado em 2018. As expectativas de crescimento de 2,7% divulgadas no final do ano, para 2018, foram revistas em junho para apenas 1,6%. Essa perspectiva reduz ainda mais as próprias condições de arrecadação em todos os níveis da federação. 

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Confira aqui a PROGRAMAÇÃO!

IX JOINPP – Jornada Internacional de Políticas Públicas – UFMA

A Jornada Internacional de Políticas Públicas (JOINPP) tem o propósito estratégico de estimular a produção de conhecimento, a formação de recursos humanos e favorecer a troca de experiências entre instituições e pesquisadores da área das políticas públicas, em âmbito nacional e internacional.

Em 2019 realizar-se-á a IX JOINPP, cuja temática será “Civilização ou barbárie: o futuro da humanidade”. Os fundamentos que justificam a formulação desse tema se concretizam no reconhecimento de que a configuração imperialista que se impõe na chamada era pós-moderna e global tem se evidenciado pela acumulação de caráter destrutivo que compromete o futuro da humanidade e da natureza, sobretudo na periferia do sistema capitalista, seja na Ásia, América Latina ou África, cujos destinos manifestos nessa era tendem ao retrocesso, sob a ordem do fascismo e sob o abrigo da “Casa Grande”, na condição de colônia e escravidão.

Para além da crise global, as políticas imperialistas e autoritárias de fim da história implicam, cada vez mais, na alienação, na anomia e no mal-estar generalizado em vários domínios da sociedade, considerada como indissociável da natureza, a saber: jurídico, político e estatal; comunicativo, ideológico e cultural; espacial, geopolítico e ambiental; estético, moral e social.

Na democracia como um processo profano de desmistificação, o intelectual orgânico do proletariado que atua nestes domínios de existência do ser social e histórico tem a tarefa de se rebelar, se elevar e se reconstituir para superar as barbáries que decorrem de produtivismo, autoritarismo e automatismo, reificados e sacralizados nas experiências neoliberais, ultraliberais e sociais-liberais.

A efetiva emancipação do ser social e histórico passa por um processo radical de democratização, implicando tanto uma recusa bem fundada na crítica do estado de coisas presente, quanto uma práxis consciente e engajada na sua transformação, em favor dos oprimidos econômica, política e socialmente.

As mulheres, em especial, têm um papel decisivo neste processo, como perceberam os assassinos políticos da judia marxista Rosa Luxemburgo há cem anos e da negra socialista Marielle Franco há um ano. Ambas encarnavam a recusa de se resignar a toda ideologia de fim da guerra de classe e de eternização tanto das guerras de balcanização dos países e das periferias, quanto dos terrorismos bárbaros, sem limites, nem fronteiras, com seus ataques híbridos à democracia como um processo internacional de socialização e solidariedade entre os povos, as etnias, as gerações.

A emancipação como estratégia dos próprios oprimidos supõe tanto a superação do monopólio classista dos meios de produção, quanto das manipulações ideológicas e monopolistas sobre a mídia, a política, a cultura, os aparelhos estatais, a constituição, a justiça, os direitos sociais.

Trata-se, enfim, de desenvolver a democracia como um processo decisivo na organização racional e coletiva da produção, mediando o seu uso da natureza e da força de trabalho, que devem ser categoricamente desmercantilizadas, no sentido da humanização da natureza e da naturalização do homem, como antecipou concretamente o judeu e ateu Karl Marx.

 

XLI CORESS GUARAPUVU – REGIÃO RI

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XLI CORESS GUARAPUVU

O Conselho Regional de Entidades Estudantis de Serviço Social (CORESS) é um encontro da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO), que tem por finalidade reunir anualmente as representações de todas as entidades estudantis de Serviço Social a nível regional para definir a pauta do ERESS, realizando discussões acerca da formação política e profissional.
XLI CORESS Guarapuvu acontecerá nos dias 8, 9 e 10 de fevereiro de 2018, em Florianópolis na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

INSCRIÇÕES ABERTAS!

Primeiro de tudo, tens que escolher tua modalidade de inscrição.

INSCRIÇÃO COMPLETA: R$25,00 (Inscrição, alojamento, alimentação completa)
INSCRIÇÃO SIMPLES: R$15,00 (Inscrição, alojamento, café da manhã e lanches)

Agora tens que fazer um depósito ou uma transferência para a seguinte conta:

NOME: Maria Júlia Castro Januário
CPF: 060.075.939-32

Banco do Brasil

Agência: 52094
Conta Corrente: 50112.3

Tira uma foto do comprovante ou um print da operação caso tu faças no celular porque vais precisar anexar essa foto no formulário de inscrição!!!

Agora é a parte mais fácil! Preenche esse formulário aqui (https://goo.gl/forms/TZ2AEnfMz1VMoSFH2) e espera ser inserido no grupo de participantes do XLI CORESS como forma de confirmação da tua inscrição!

A inscrição deve ser feita IMPRETERIVELMENTE até dia 01/02/2019!!!

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