Arquivo da categoria: Educação e Universidade

PLANO DE AÇÃO – Gestão Abepss 2019/2020 – RESISTIR E AVANÇAR, NA OUSADIA DE LUTAR!

A Chapa “RESISTIR E AVANÇAR, NA OUSADIA DE LUTAR”, eleita na Assembleia Geral realizada no dia 07 de dezembro de 2018, na Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, em Vitória – ES, apresenta-se enquanto um grupo formado por diferentes Unidades de Formação Acadêmica brasileiras, para a gestão da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS durante o biênio 2019-2020, com o objetivo central de defender o legado construído por esta entidade desde 1946 e sua direção ético-política a partir do processo de revisão curricular cujo marco foi a Assembleia Geral de 1979, em Natal – RN, no contexto de redemocratização da sociedade
brasileira.

Trata-se, portanto, de um coletivo engajado com a defesa da educação como direito social e da formação profissional crítica e de qualidade. Para isso, toma como central o fortalecimento do projeto de formação acadêmico-profissional consolidado pelas Diretrizes Curriculares da ABEPSS, aprovadas em sua Assembleia Geral em 1996, no Rio de Janeiro – RJ.

Entendemos que defender as Diretrizes Curriculares é fundamental para a consolidação do projeto ético-político profissional do Serviço Social brasileiro, projeto elaborado coletivamente ao longo das últimas quatro décadas, resultante do legado histórico da categoria profissional.

Sendo assim, a chapa “RESISTIR E AVANÇAR, NA OUSADIA DE LUTAR!” – a partir de 07 de dezembro de 2018, gestão eleita – reafirma os princípios e as funções da ABEPSS e seu compromisso com o legado e patrimônio dos e das assistentes sociais no país.

Confira o texto completo baixando o plano de luta clicando aqui!

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Convocação – Campanha: A quem serve o seu conhecimento?

Olá companheiras/os da ENESSO!

No Planejamento Estratégico Nacional que aconteceu entre os dias 5 e 7 de setembro, foi pensado entre a Coordenação Nacional, Coordenações Regionais, Centros Acadêmicos e Estudantes presentes, representando as 7 regiões, a construção de uma Campanha Nacional com o tema: A quem serve o seu conhecimento?

A proposta é no intuito de discutir e problematizar criticamente os rumos Educação e principalmente o Ensino Superior no nosso país, que está sendo mercantilizado através de programas e políticas de flexibilização, precarização e aligeiramento da graduação, voltada para interesses da ordem vigente. A campanha tem o intuito de refletir os impactos diretos na formação profissional e na reprodução da sociedade capitalista, a qual questionamos nos posicionando enquanto entidade politico-organizativa da categoria que defende um projeto ético político profissional contra hegemônico.

Iniciamos essa proposta, compreendendo que devemos construí-la coletivamente, garantindo que contemple a realidade de todas/os estudantes de Serviço Social do país e reafirmando principalmente a importância da participação das Coordenações Regionais, Secretárias/os de Escola, Centros e Diretórios Acadêmicos e demais estudantes na construção dos rumos da ENESSO.

Por isso, convidamos as/os estudantes de Serviço Social para participarem da 1º reunião de construção da campanha que acontecerá nos dia 09/11, às 16h (horário de brasília), via skype. É de extrema importância a participação de todas/as a fim de contribuir nas reflexões e proposta para nossa campanha, para que a construção seja de forma coletiva e democrática!

Eu sou ENESSO e vou lutar por uma Universidade Popular!

pra que(m) serve o teu conhecimento

Sobre a incompatibilidade entre graduação à distância e Serviço Social

Com a implementação da política neoliberal na sociedade brasileira, articulada com políticas governamentais favoráveis a esse processo, temos como reflexo a ampla mercantilização dos direitos sociais, que também se expressa na política educacional.

Sob o discurso da democratização da educação, esconde-se uma política que retira do Estado a responsabilidade da garantia de direitos e transforma a educação em mais uma área de atuação do capital. No âmbito do Serviço Social, essa política traz consequências diretas ao processo de formação profissional e posteriormente, na qualidade do atendimento aos/às usuários/as, além de ser incompatível com o Projeto Ético-político da profissão.

Dessa forma, a fragilidade na formação profissional dos estudantes de Serviço Social, especialmente no campo da educação privada, na modalidade EaD se torna cada vez maior. Com isso cresce também a necessidade de discutir e pensar formas de enfrentamento desse processo, na garantia de uma educação pública, gratuita, presencial, laica, democrática, com acesso universal, de qualidade, efetivamente popular.

Nesse sentido, divulgamos o volume 2 do documento “Sobre a incompatibilidade entre graduação à distância e Serviço Social”, fruto do grupo de trabalho nacional “Trabalho e Formação Profissional” composto pelo conjunto CFESS-CRESS e em articulação com a ABEPSS e a ENESSO, que trata das questões que envolvem o processo de precarização da educação superior brasileira.

Sobre a incompatibilidade entre Graduação à Distância e Serviço Social

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Encontro Nacional de Educação – 08 a 10 de Agosto no Rio de Janeiro

O Encontro Nacional de Educação, representou um momento de articulação nacional e internacional, com diversos setores à esquerda, para fortalecermos nossa luta em defesa de uma educação publica, gratuita e de qualidade!

Assistam o vídeo e fiquem por dentro do que rolou no ENE!

“A nossa luta é todo dia educação não é mercadoria!”

NOTA DA ENESSO EM APOIO A GREVE DA USP, UNESP E UNICAMP

Em meados de maio, as assembleias de funcionários, estudantes e docentes da USP decretaram GREVE a partir do dia 27 de maio por tempo indeterminado, totalizando hoje 108 dias.

A greve se iniciou em resposta ao 0% de ajuste e arrocho salarial, aos cortes de 30% no orçamento das unidades, ao congelamento das contratações de funcionários e professores, ao 0% de reajuste das bolsas de estágio, ao cancelamento de bolsas de intercâmbio e à retirada de auxílios de permanência estudantil. Esta luta vai muito além do reajuste salarial, a pauta é a defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. A greve é uma resposta à uma clara política de sucateamento das universidades para entregar para a inciativa privada, empresas terceirizadas e fundações com o argumento mentiroso de salvação da universidade.

Com a “solidariedade” dos reitores da Unicamp e da Unesp para Zago, reitor da USP, seguindo as mesmas condições colocadas de 0% de reajuste, as respostas dos trabalhadores e estudantes também foram solidárias, unificando o movimento da USP, Unesp e Unicamp na GREVE.

Durante esses 108 dias os grevistas enfrentaram a intransigência da reitoria e do governo Alckmin através de planos de cortes que propunha 3.000 demissões, desvinculação do HU da universidade, judicialização da greve, corte de salários e uma brutal repressão da polícia.

Apesar da linha dura do governo que reprimiu seu ultimo ato tentando dissolver os piquetes, os trabalhadores dão uma resposta clara: NÃO TEM ARREGO! A GREVE CONTINUA. Com muita mobilização, conseguiram reverter o corte arbitrário dos salários e dobrar a reitoria. A greve segue firme e a cada dia mostram que estes ataques não apenas os afetam, mas a toda a população trabalhadora e povo pobre, sendo um grande exemplo mostrando que a luta por educação gratuita e de qualidade é para todos.

A Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO está apoiando junto às Coordenações Regionais e Centros Acadêmicos para reunir doações e enviar um valor para o fundo de greve. Convidamos todos os estudantes de Serviço Social, Centros Acadêmicos, DCEs, CRESS, CFESS e todas as entidades de luta do Brasil a contribuírem com esta mobilização que também é nossa!

Que todas as reivindicações sejam atendidas e que as negociações sejam abertas imediatamente! Se a greve da USP ganha, todos nós ganharemos na defesa de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, na defesa da educação.

TODO APOIO À GREVE DOS TRABALHADORES E ESTUDANTES DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS PAULISTAS!

Doações para o Fundo de Greve:
Banco do Brasil Ag 7068-8 Conta Poupança 5.057-1 (Variação 51)

Fontes: SINTUSP e CASS UERJ.

EBSERH rejeitada na UFCG

O Colegiado Pleno da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) rejeitou nesta segunda-feira (29), por ampla maioria, a proposta de adesão do Hospital Universitário Alcides Carneiro (Campina Grande) à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A UFCG é a segunda universidade federal a não aderir à empresa, que busca privatizar a gestão dos hospitais universitários. Uma grande mobilização da comunidade universitária durante todo o dia também demonstrou a insatisfação com a possibilidade de adesão à Ebserh.

A decisão maioria dos conselheiros seguiu a decisão do fórum convocado pelo colegiado pleno e realizado no mês de maio, que rejeitou a adesão à Ebserh. 36 conselheiros votaram contra o parecer do relator, que recomendou a adesão, e apenas quatro favoráveis.

A rejeição da adesão da UFCG à Ebserh foi considerada uma grande vitória das entidades representativas da comunidade universitária e dos movimentos sociais em defesa do SUS em Campina Grande e na Paraíba.

A reunião do Colegiado Pleno começou de manhã e só terminou por volta das 18h30. Pela manhã, foram discutidas várias formas de encaminhamento do ponto de pauta e foi apresentado pela diretora do Hospital Universitário Alcides Carneiro, Berenice Borges, um relato do fórum convocado pelo colegiado para discutir a questão.

À tarde, o relator do processo, professor Márcio Caniello, leu o seu parecer e se posicionou favorável a adesão. Em seguida seguiu-se um intenso debate sobre o parecer e se o Colegiado Pleno se posicionaria em definitivo sobre a Ebserh durante a reunião ou adiaria sua decisão para após a consulta para a escolha do novo reitor. Os conselheiros decidiram votar a questão na reunião dessa segunda-feira (29) e o parecer do relator foi rapidamente derrotado, numa votação nominal.

A diretora do Hospital Universitário Alcides Carneiro, Berenice Borges, classificou a decisão do Colegiado Pleno como importantíssima, pois permitirá a UFCG buscar a Justiça Federal e informar que a proposta de adesão foi rejeitada e que a saída para solucionar a situação precarizada dos atuais 156 funcionários terceirizados é a realização de concurso público através do Regime Jurídico Único. Ela explica que justiça vem há anos pressionando o Hospital Universitário e a UFCG para encontrar uma solução para a terceirização.

Mobilização
A mobilização da comunidade universitária, desde as primeiras horas da manhã até o encerramento da reunião, foi decisiva para garantir a rejeição da adesão à Ebserh. Por volta das 7h, estudantes, servidores e professores promoveram um café da manhã na entrada da universidade, seguido de um arrastão pelos principais centros do Campus.

Em seguida, todos foram para o Auditório Guillardo Martins, no prédio da Reitoria, ignorando a recomendação do reitor Thompson Mariz de que apenas os conselheiros deveriam participar da reunião do Colegiado Pleno, ficando os demais assistindo num telão que seria instalado no ginásio da instituição.

A comunidade ocupou o Auditório e pressionou os conselheiros a adotarem uma posição política que refletisse a decisão dos seus centros e unidades acadêmicas. Os representantes do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde – CCBS (Campina Grande); Centro de Educação e Saúde (Campus de Sumé), Centro de Ciências e Tecnologia – CCT realizaram discussões antecipadas sobre a questão e votaram contra o parecer do relator, junto com outros conselheiros.

“Esse é um exemplo de que nem tudo está perdido. Com muita luta e esclarecimento é possível derrotar em cada local de trabalho e estudo a privatização da saúde e da educação. Que essa vitória sirva de inspiração para a luta dos companheiros em cada Instituição de Ensino Superior para derrotar a Ebserh e outros monstros do tipo que atentam contra o patrimônionio público”, avalia o professor Luciano Mendonça de Lima.

Cajazeiras
Com a decisão dessa segunda-feira, a UFCG torna-se a segunda universidade pública federal a rejeitar a adesão a Ebserh. A primeira foi a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A decisão vale para o Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande. A posição sobre o recém-incorporado hospital Júlio Bandeira, em Cajazeiras, será ainda discutida numa outra reunião.

Com informações da Adufcg

Fonte: http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=5651

O que quebrará o País?

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nos últimos dias que a elevação dos gastos com a educação ao patamar de 10% do Orçamento nacional poderia quebrar o País. Sua colocação vem em má hora. Ele deveria dizer, ao contrário, que a perpetuação dos gastos em educação no nível atual quebrará a Nação.

Neste exato momento, o Brasil assiste a praticamente todas as universidades federais em greve. Uma greve que não pede apenas melhores salários para o quadro de professores e funcionários, mas investimentos mais rápidos em infraestrutura. Com a expansão do ensino universitário federal, as demandas de recurso serão cada vez mais crescentes e necessárias. Isto se quisermos ficar apenas no âmbito das universidades públicas.

Por trás de declarações como as do ministro, esconde-se a incompreensão do que é o próximo desafio do desenvolvimento nacional. Se o Brasil quiser oferecer educação pública e de qualidade para todos precisará investir mais do que até agora foi feito. Precisamos resolver, ao mesmo tempo, problemas do século XIX (como o analfabetismo e o subletrismo) e problemas do século XXI (como subvenção para laboratórios universitários de pesquisa e internacionalização de sua produção acadêmica). Por isto, nada adianta querer comparar o nível de gasto do Brasil com o de países com sistema educacional consolidado como Alemanha, França e outros. Os desafios brasileiros são mais complexos e onerosos.

O investimento em educação é, além de socialmente importante, economicamente decisivo. O governo ainda não compreendeu que o gasto das famílias com educação privada é um dos maiores freios para o desenvolvimento econômico. Vivemos em um momento no qual fica cada vez mais clara a necessidade de repactuação salarial brasileira. A maioria brutal dos empregos gerados nesses últimos anos oferece até um salário mínimo e meio. A proliferação de greves neste ano apenas indica a consciência de que tais salários não podem garantir uma vida digna com possibilidade de ascensão social.

Há duas maneiras de aumentar a capacidade de compra dos salários: aumento direto de renda ou eliminação de custos. Nesse último quesito, os custos familiares com educação privada são decisivos. A criação de um verdadeiro sistema público de educação seria o maior aumento direto de salário que teríamos.

O governo teima, no entanto, em não perceber que o modelo de desenvolvimento conhecido como “lulismo” está se esgotando. Lula notou que havia margem de distribuição de renda no Brasil sem a necessidade de acirrar, de maneira profunda, conflitos de classe. De fato, sua intuição demonstrou-se correta. Mas o sucesso momentâneo tende a cegar o governo para os limites do modelo.

Com a ascensão social da nova classe média, as exigências das famílias aumentaram. Elas querem agora fornecer aos filhos condições para continuar o processo de ascensão, o que atualmente passa por gastos em escola privada. Esses gastos corroem os salários, além de pagar serviços de baixa qualidade. A escola brasileira, além de cara comparada a qualquer padrão mundial, é ruim.

É fato que o aumento exponencial dos gastos em educação coloca em questão o problema do financiamento do Estado. Ele poderia ser resolvido se o governo tivesse condição política para impor uma reforma tributária capaz de taxar grandes fortunas, transações financeiras, heranças e o consumo conspícuo para financiar a educação. Lembremos que, com o fim da CPMF, o sistema de saúde brasileiro viu postergado para sempre seus sonhos de melhora.

Tais condições exigiriam um tipo de política que está fora do espectro do lulismo, com suas alianças políticas imobilizadoras e sua tendência em não acirrar conflitos de classe. O Brasil paulatinamente compreende a necessidade de passar a outra etapa e, infelizmente, poucos são os atores políticos dispostos a isto.

Fonte: http://www.cartacapital.com.b

Breve síntese do I Seminário estadual contra a precarização do Ensino do Movimento Estudantil de Serviço Social

No dia 07 de maio de 2011 a Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO realizou na Universidade de Mauá – FAMA o 1º Seminário Estadual sobre Educação.

A realização contou com o apoio das entidades da categoria Conselho Regional de Serviço Social – CRESS e Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS, teve como intuito fomentar a discussão acerca da mercantilização do ensino e os impactos na formação profissional, focando o Ensino À Distância – EaD.

O EaD surgiu com o objetivo de contemplar o público que não pode acessar instituições de cursos presenciais, como moradores de regiões isoladas, portadores de deficiência física, pessoas em estado de convalescência e sujeitos privados da liberdade. Entretanto, não são esses que ocupam os cursos EaD na atualidade, pois a flexibilização de horários e a facilidade de adaptação a realidade de cada um passou a compreender a classe trabalhadora que, submetida a problemática da exigência de capacitação profissional por parte do mercado de trabalho, extensa carga horária e as demais questões do âmbito social, recorrem a modalidade. E no caso das instituições, elas optam pelo EaD devido os baixos custos de implantação e manutenção da estrutura física e, muitas vezes, da baixa qualidade do ensino, de modo a divergir do tripé universitário: ensino, pesquisa e extensão; e das diretrizes curriculares dos cursos, como por exemplo as da ABEPSS.

O espaço teve como perspectiva os estudantes que sofrem com a precarização do ensino superior, expresso pelo ruim desempenho da modalidade EaD e dos programas de “democratização do ensino superior”[1] Reuni e Prouni. Porém o evento não teve a adesão prevista, contando com apenas quatro escolas da Região VII (São Paulo), entre essas nenhum representante, discente ou docente, que fosse de curso não presencial.

Este esvaziamento foi avaliado como conseqüência do trabalho de base não qualificado nas micro-regiões, atrelada a proximidade das datas do seminário e do XXXIII ERESS – Encontro Regional de Serviço Social (de 21 a 24 de abril de 2011) e a pouca divulgação. Essa autocrítica do processo nos trouxe alguns posicionamentos a serem amadurecidos:

  • Aumentar a divulgação, pela internet e presencialmente, dos encontros, seminários, entre outras atividades que possam surgir da ENESSO;
  • Qualificar articulação da base por parte das micro-regiões;
  • Melhorar articulação entre ENESSO, CRESS e ABEPSS a partir do plano de lutas;
  • Articular com demais executivas de cursos.

Sobretudo foi reconhecida a conjuntura do Movimento Estudantil de Serviço Social – MESS em situação de refluxo.

Há necessidade de articulamos o combate do sucateamento da educação em conjunto com as demais entidades da categoria, com o movimento estudantil geral e de área (executivas e federações de cursos) e com a classe trabalhadora, entendendo o caráter totalizante que estas contra-reformas[2] do Estado afetam a sociedade, e não apenas o curso de graduação do Serviço Social.

 

Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO 

Região VII


1-      Na prática o discurso de democratização do ensino aplica-se  apenas a números de matriculados, em detrimento de salas de aulas superlotadas, investimentos públicos em instituições privadas (universidades particulares) e corte no orçamento de instituições públicas, quadro de docentes incompleto e não efetivação do tripé ensino, pesquisa e extensão.

[2] Para Florestan: “reforma universitária é indissociável da destruição da monopolização do poder pelos estratos conservadores das classes altas e médias. Por isso, quando [os jovens, professores, educadores e intelectuais radicais] falam ou lutam pela reforma universitária não querem apenas ‘reorganizar’ formalmente o ensino superior. Visam construir uma universidade totalmente nova – educacionalmente criadora, intelectualmente crítica e socialmente atuante, aberta ao povo e capaz de exprimir politicamente seus anseios mais profundos” (FERNANDES, Florestan apud jornal do movimento por uma universidade popular, ano V numero IV pág. 06), o que o Estado brasileiro faz é retirar direitos, logo se trata de uma contra-reforma, ou seja perca de direitos e não ganhos.

Docentes das Ifes aprovam paralisação no próximo dia 05 e construção de greve para agosto

Paralisar as atividades no dia 05 de julho e pautar a construção da greve dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) para agosto de 2011. Estas foram as deliberações do encontro do setor das Ifes, realizado na sede do ANDES-SN, nos dias 17 e 18 de junho. A reunião contou com a participação de 37 professores, de 25 seções sindicais.

“Além de aderir à paralisação geral dos Servidores Públicos Federais (SPF) no dia 05 de julho, como parte da campanha conjunta, os professores decidiram por fazer desta data um Dia Nacional de Luta para a mobilização em prol da carreira docente”, comenta Sandra Bernadete Moreira, 1ª vice presidente da Regional Norte II.

Os representantes das Ifes indicaram também iniciar uma rodada de assembléias gerais nas seções sindicais para pautar a discussão de uma greve unificada dos docentes do setor para o segundo semestre de 2011.

Colégios de Aplicação
Manhã de sábado (18/6) foi reservada ao intenso debate da situação dos Colégios de Aplicação (CAp), conforme deliberado no último encontro do setor. Após uma revisão de toda a discussão em torno dos CAp, os professores deliberaram por atualizar o roteiro de questões enviado a estas instituições, com o finalidade de coletar material para a produção de uma matéria investigativa a cerca do tema.

Foi decidido ainda convidar um representante do Ministério da Educação (MEC) para a próxima reunião do setor das Ifes para um debate sobre a situação dos Colégios de Aplicação.

Greve da Fasubra
Os representantes do Setor das Ifes aprovaram ainda uma moção de apoio e solidariedade à paralisação dos técnico-administrativos das Universidades Federais, iniciada em 06 de junho. Até o momento, 47 universidades já aderiram à greve.

Fonte: ANDES-SN

Estudantes e professores da UECE ocupam reitoria e nogociam com o reitor

Após ocupar a reitoria da universidade, professores e estudantes apresentaram a pauta de reivindicações ao reitor, que acatou muitos dos pontos

O dia de mobilizações foi longo no Itaperi. Estudantes e professores da Universidade Estadual do Ceará (UECE) se concentraram no campus do Itaperi e ocuparam a avenida Dedé Brasil logo no início da manhã. A data marca o Dia Nacional de Luta das Universidades Estaduais e Municipais. Na capital cearense, os movimentos estudantil e docente protestaram por concurso para professor efetivo, vinculação orçamentária para custeio e investimento, política de interiorização da UECE, valorização do trabalho docente e política de assistência estudantil, entre outros pontos.

Após fecharem parte da avenida Dedé Brasil, os manifestantes foram à reitoria da UECE e tentaram negociar com o chefe de gabinete do reitor, Vladimir Spinelli, mas não houve avanços no diálogo. Dessa forma, os estudantes decidiram ocupar a reitoria da UECE e “furaram” o bloqueio da segurança, instalando-se nos salões da reitoria e na vice-reitoria, a fim de dialogar com o reitor da instituição, Assis Araripe. Às 15h30, Araripe chegou à Universidade e recebeu os estudantes e professores.

Na ocasião, estavam presentes ainda representantes das unidades de Quixadá e de Itapipoca, que expuseram as demandas de infraestrutura das faculdades. Sobre as carências dos campi do interior, o reitor alegou desconhecimento da situação. “Há uma centralização obtusa na administração da universidade”, esclareceu o presidente da Sinduece, Epitácio Macário, referindo-se a algumas reclamações dos diretores das faculdades do interior. “Já ouvi um deles dizer que até a água de beber tem que vir de Fortaleza e que não há orçamento, por exemplo, para trocar as lâmpadas da unidade”, complementou Macário.

Durante as negociações, o reitor foi cobrado sobre a inauguração de algumas obras. Araripe garantiu que o Restaurante Universitário será finalizado em outubro deste ano; o Complexo Poliesportivo em abril de 2012; e o Hospital Veterinário ainda está sem prazo. Os estudantes leram a pauta completa de negociações e o reitor Araripe respondeu ponto a ponto. Ao final da conversa, ficou acordado de que Araripe, na companhia da sua equipe de pró-reitores, entregará, em um prazo de 24 horas, o documento oficializando o acordo firmado com os movimentos estudantil e docente.

Conquistas da ocupação

O reitor garantiu que haverá um seminário construído coletivamente com representantes estudantis para pensar a rubrica específica para a assistência estudantil na UECE. Estudantes também participarão da construção do novo estatuto da Universidade de forma democrática. Araripe confirmou ainda que tentaria uma mediação dos movimentos estudantil e docente com o governo do Estado. O XIV Congresso de Estudantes da UECE também ganhará espaço no calendário oficial da Universidade. Outra reivindicação acatada foi a renovação do acervo da biblioteca do Centro de Humanidades, que perdeu uma parte considerável de seus livros devido a goteiras causadas por infiltrações no período chuvoso. Assis Araripe apoiou ainda a realização de um seminário para discutir a interiorização da UECE, no qual será abordada a situação dos campi do interior. Outro encaminhamento foi uma reforma na Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (Feclesc) no prazo de dois meses.

Pontos de vista

“Foi um acerto enorme ter feito esse ato na reitoria. Conseguimos dialogar com muitos estudantes do Itaperi, do Centro de Humanidades, de Quixadá…” (Natan dos Santos – estudante de Ciências Sociais e integrante do Coletivo Braços Dados)

“Temos que garantir que todo mundo que está aqui vai participar do próximo ato. Nós temos que trazer mais gente. Foi um ato vitorioso. Conseguimos trazer o reitor para falar conosco” (Alex Santos, secretário geral da Sinduece)

Deliberações

1.Documento oficializado com todas as conquistas do ato.
2.Reunião unificada entre professores e estudantes das três estaduais (UECE, UECA E UEVA) para discutir as próximas mobilizações
3.Solicitação de audiência pública na Assembleia Legislativa

 

 

 

Fonte: Sinduece Seção Sindical
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